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Eventos Segmentados: a nova máquina de vendas dos shopping centers

Data: 05/01/2026

Durante décadas, os shopping centers acreditaram que o sucesso estava em atrair “o maior número possível de pessoas”. Hoje sabemos que isso é um erro caro. O que gera faturamento não é fluxo — é fluxo qualificado.

A ferramenta mais poderosa para construir esse público são os eventos segmentados por tribos de consumo, capazes de transformar o shopping em um verdadeiro ecossistema de marcas, pessoas, experiências e tempo de permanência.

Por que eventos segmentados funcionam

  • Fluxo qualificado: quanto mais afinidade o visitante tem com o tema, maior o ticket médio.
  • Tempo de permanência: eventos bem desenhados aumentam o tempo de visita, ampliando a probabilidade de compra.
  • Conexão emocional: consumidores gastam mais quando o tema toca sua identidade e paixão.

Eventos genéricos como “show de verão” ou “liquidação do Dia das Mães” já não criam diferencial. Eles atraem curiosos, mas não necessariamente compradores. O futuro dos shoppings está em ativar comunidades.

Tribos compram mais do que multidões

Cada tribo gera um mapa de consumo previsível — e previsibilidade é ouro no leasing.

Donos de pets

  • Ativam pet shops, veterinárias, cafés, moda casual, fotografia e serviços.
  • Gastam mais por visita, ficam mais tempo e trazem recorrência.

Amantes de futebol

  • Ativam bares, restaurantes, moda esportiva, eletrônicos, apostas e entretenimento.
  • Eventos com jogadores ou colecionadores criam pertencimento e impulsionam vendas.

Ciclistas

  • Ativam moda técnica, alimentação saudável, cafés, suplementos e tecnologia.

Mães e crianças

  • São o maior vetor de consumo: alimentação, brinquedos, moda, educação, fotografia e entretenimento.

Benefícios estratégicos confirmados por especialistas

Diversos estudos e cases reforçam que eventos segmentados:

  • Aumentam vendas por m² e taxa de conversão.
  • Elevam o valor do aluguel e a retenção de lojistas, pois atraem exatamente o público que cada marca deseja.
  • Transformam o shopping em destino de lazer e cultura, fortalecendo a imagem e a fidelização.
  • Criam resiliência no varejo, como mostram redes que investem em hubs de entretenimento e cultura para enfrentar crises.

O shopping que ativa comunidades domina o mercado

O shopping moderno não compete com a internet. Ele compete pela experiência e pelo pertencimento.

Quem cria eventos para pets, esportes, maternidade, saúde, cultura ou hobbies não vende apenas espaço. Vende identidade. E identidade é o que faz as pessoas voltarem, consumirem mais e transformarem o shopping em parte de sua vida cotidiana.

Conclusão

Em 2026, os shoppings que conseguirem unir fluxo qualificado + pertencimento terão vantagem competitiva. Eventos segmentados não são apenas ações de marketing, mas estratégias centrais de leasing e varejo, capazes de sustentar relevância e vendas em um mercado cada vez mais competitivo.


Fontes e referências