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Retail Media que vende: o novo cérebro do varejo físico

Por que telas no ponto de venda deixaram de ser decoração e se tornaram uma das alavancas mais poderosas de crescimento em lojas e shoppings

A pergunta que todo varejista precisa responder

Como, afinal, os clientes compram dentro das lojas físicas?

Durante anos, o varejo tentou responder essa pergunta olhando apenas para preço, sortimento e localização. Tudo isso continua importante — mas hoje está claro que o verdadeiro campo de batalha acontece na mente do consumidor, nos minutos finais antes da decisão.

E é exatamente nesse ponto que o retail media indoor (especialmente o digital signage) deixa de ser um “plus tecnológico” e passa a ser infraestrutura estratégica de vendas.

O estudo conduzido pelo professor Dhruv Grewal, da Babson College, analisando 237 campanhas, em múltiplas lojas, ao longo de quatro anos e com base em 30 milhões de transações, trouxe algo raro no varejo físico: prova estatística em escala real.

O resultado é direto e impossível de ignorar:

Produtos anunciados em telas dentro das lojas venderam, em média, 8,1% a mais.

Em um setor de margens apertadas, esse número não é detalhe. É mudança de jogo.

O que realmente acontece no cérebro do consumidor

Existe um mito confortável no varejo: o de que o cliente entra na loja racional, objetivo e no controle.

A ciência comportamental já desmontou isso há décadas.

Dentro da loja, o consumidor está:

  • Cansado
  • Sob estímulos múltiplos
  • Com atenção fragmentada
  • Com o autocontrole em queda

Nesse cenário, a visão periférica se torna uma porta de entrada poderosa para a decisão. A tela não pede atenção consciente. Ela invade suavemente o campo visual.

Não é preciso parar, assistir ou refletir. Basta captar um movimento, uma cor, uma frase curta.

O resultado clássico?

“Eu não ia comprar, mas acabei comprando.”

Esse é o território da compra por impulso — e é onde o digital signage reina.

Nem todo produto reage igual (e isso é uma boa notícia)

O estudo da Babson e outras pesquisas convergem em pontos importantes:

Produtos que mais se beneficiam das telas

  • Itens hedônicos (prazer, indulgência, emoção)
  • Lançamentos (crescimento próximo de 25%)
  • Marcas conhecidas (menor atrito cognitivo)
  • Produtos de menor preço

A tela funciona como um holofote cognitivo em corredores lotados de SKUs. Ela não explica — ela lembra.

O papel do desconto

Desconto funciona. Tela funciona.

Mas o estudo mostra algo contraintuitivo:

os efeitos não são necessariamente cumulativos.

Ou seja: colocar um produto em promoção não garante que a tela vá potencializar ainda mais aquela venda.

Isso reforça uma ideia-chave:

Retail media não substitui estratégia. Ele a amplifica quando bem usada.

Contexto é tudo: quando a tela “liga” e “desliga”

Um dos achados mais sofisticados da pesquisa está no papel do contexto.

As telas performam melhor:

  • No fim do dia (menos autocontrole)
  • Nos fins de semana (compra menos apressada)
  • Em dias ensolarados (humor positivo)
  • Em lojas cheias (sobrecarga de estímulos)

Isso desmonta modelos tradicionais de atribuição, porque mostra que a mídia reage ao estado emocional e cognitivo das pessoas.

Retail media não é estático. Ele é situacional.

Emoção ainda é humana (e isso é uma vantagem)

Outro ponto fundamental:

Anúncios meramente informativos performam na média.

Já mensagens emocionais, inspiradoras ou aspiracionais geraram um ganho adicional de 11% a 12% na conversão.

As decisões em loja são majoritariamente subconscientes e emocionais.

E aqui entra uma boa notícia para marcas e agências: sensibilidade emocional ainda não é commodity de IA.

A regra dos 3 metros: onde a decisão vira gesto

Um detalhe operacional com impacto gigantesco: a distância entre a tela e o produto.

O ponto ideal está entre 2 e 3 metros.

Porque o cérebro precisa de tempo para:

  1. Captar o estímulo
  2. Processar
  3. Decidir
  4. Executar

A tela precisa estar no exato ponto em que a decisão vira movimento físico.

Frequência constrói resultado (não é foguete)

Os dados mostram o oposto:

Retail media funciona melhor com presença constante e construção de memória.

Isso explica por que o modelo se tornou um dos produtos de maior margem do varejo, com rentabilidade estimada entre 70% e 90%.

Não é só mídia. É ativo estratégico.

O que muda com IA e dados (o próximo salto)

A combinação entre:

  • Digital signage
  • Dados de fidelidade
  • Histórico de compras
  • Contexto (horário, fluxo, clima, perfil do público)
  • IA generativa

campanhas personalizadas, dinâmicas e baratas, geradas em minutos, não em semanas.

Onde entra a 3RCorp: dados, fluxo e conversão conectados

Dentro desse novo varejo orientado por comportamento e dados, a 3RCorp atua conectando medição, inteligência e ativação comercial.

  • Fluxo de Pessoas – medição precisa de entradas e saídas
  • Gerenciamento de Filas – análise de tempo de permanência
  • Audiência – atenção real, sexo e faixa etária
  • Heatmap – áreas de maior circulação
  • Go2Get – Rota das Ofertas – ativação de fluxo no momento certo

dados acionáveis sobre quem circula, quem para, quem olha e quem compra.

Conclusão

O varejo físico não está morrendo. Ele está ficando mais inteligente.

A decisão acontece ali, no último metro.

Quem entender isso antes, cresce antes. E cresce melhor.

Referências