Chame no Whatsapp

SUA PUBLICIDADE ESTÁ SENDO VISTA OU APENAS EXIBIDA?

Como a visão computacional e a inteligência artificial estão transformando a mensuração de audiência e a compreensão da jornada do consumidor.

Da exposição à atenção: uma nova forma de avaliar a publicidade

Durante décadas, a publicidade utilizou indicadores como circulação, alcance e frequência de exibição para estimar o impacto das campanhas.

Na mídia exterior, a localização de um anúncio e o volume de pessoas que transitam pelo ambiente continuam sendo fatores importantes para determinar seu potencial de exposição.

Com a expansão da publicidade digital fora de casa, conhecida como Digital Out of Home (DOOH), painéis eletrônicos, totens e displays digitais passaram a ocupar shopping centers, aeroportos, supermercados, edifícios comerciais, feiras e espaços públicos.

Entretanto, essa evolução trouxe uma questão fundamental: quantas pessoas realmente prestam atenção às mensagens exibidas?

Imagine um painel digital instalado em um shopping center por onde circulam cinco mil pessoas diariamente. O equipamento reproduz centenas de anúncios, mas quantas dessas pessoas efetivamente olham para a tela?

Por quanto tempo? Qual o perfil predominante desse público?

A mesma questão se aplica ao varejo: quantas pessoas observam uma vitrine, entram na loja, percorrem seus corredores e chegam aos caixas?

Saber quantas pessoas passaram diante de uma mídia ou estabelecimento não significa compreender seu comportamento.

Essa diferença entre exposição potencial, atenção visual e comportamento do consumidor abre espaço para tecnologias capazes de produzir indicadores mais específicos sobre a experiência do público.

Visão computacional: transformando imagens em informações estratégicas

Os avanços da inteligência artificial, especialmente nas áreas de visão computacional e redes neurais, permitem que sistemas analisem imagens captadas por câmeras e identifiquem determinados padrões de comportamento.

Aplicada à publicidade digital, essa tecnologia possibilita estimar quantas pessoas direcionaram o olhar para uma tela, por quanto tempo permaneceram observando-a e quais características demográficas aparentes predominam entre os espectadores.

A 3RCorp desenvolveu uma solução de Análise de Audiência que utiliza essas tecnologias para gerar indicadores como quantidade de espectadores, tempo de observação, sexo aparente e faixa etária estimada.

Os resultados são apresentados em um dashboard, permitindo análises por períodos e comparações que ajudam a compreender o comportamento do público diante das mídias digitais.

É importante distinguir três indicadores:

  • Fluxo de pessoas: quantas pessoas circulam por determinada área.
  • Audiência visual: quantas pessoas são estimadas como observa da mídia.
  • Tempo de atenção: durante quanto tempo, aproximadamente, pessoas direcionam o olhar à tela.

Essas informações são complementares. Um local com grande circulação pode apresentar uma proporção relativamente pequena de espectadores, enquanto outro, com menor fluxo, pode proporcionar períodos de observação mais longos.

A atenção visual não equivale necessariamente à compreensão da mensagem ou à intenção de compra. Entretanto, constitui um elemento relevante para investigar a capacidade de uma comunicação atrair o olhar do consumidor.

Como a análise de audiência beneficia anunciantes e agências

A publicidade envolve decisões criativas e estratégicas que vão além da escolha dos espaços de veiculação.

Diretores de arte, redatores, profissionais de marketing e planejadores de mídia trabalham para desenvolver mensagens capazes de despertar interesse, comunicar benefícios e estimular ações.

A análise de audiência acrescenta informações que podem ajudar esses profissionais a avaliar suas escolhas.

Na criação publicitária, por exemplo, é possível investigar se determinadas composições visuais, imagens, cores ou movimentos apresentam diferenças na capacidade de atrair atenção.

Considere duas campanhas de um mesmo produto: uma utiliza uma fotografia impactante, enquanto outra destaca uma mensagem promocional.

Quando exibidas em condições comparáveis, os indicadores de observação podem ajudar a identificar diferenças na resposta visual do público.

No planejamento de mídia, os dados podem contribuir para avaliar a adequação de diferentes locais e horários de veiculação.

Uma tela posicionada em um corredor de passagem rápida apresenta condições de exposição diferentes das encontradas em uma praça de alimentação ou área de espera.

Para os anunciantes, a análise oferece elementos adicionais para avaliar investimentos e discutir estratégias com agências e operadores de mídia.

A tecnologia não substitui pesquisas de mercado ou indicadores de vendas.

Sua contribuição está em acrescentar evidências sobre uma etapa específica da comunicação: a atenção visual.

Totens e displays inteligentes: quais campanhas atraem mais atenção?

Uma das vantagens da publicidade digital é a possibilidade de exibir diferentes anúncios em um mesmo equipamento, alternando conteúdos conforme horários, públicos e estratégias comerciais.

Em um totem instalado em um centro comercial, por exemplo, podem ser reproduzidas campanhas de restaurantes, lojas de moda, serviços e entretenimento.

O operador conhece a programação e consegue verificar quantas vezes cada anúncio foi exibido. Entretanto, essa informação não revela, isoladamente, quantas pessoas observaram cada campanha.

Ao relacionar os indicadores de audiência aos períodos de reprodução dos conteúdos, torna-se possível investigar quais campanhas receberam maior atenção visual e como os resultados variaram ao longo do dia.

Essa possibilidade depende da integração entre os registros de audiência e os dados de reprodução das mídias, considerando fatores como duração dos anúncios, frequência de exibição e fluxo de pessoas.

Para empresas que comercializam espaços publicitários, essas informações podem enriquecer os relatórios apresentados aos anunciantes, acrescentando indicadores de atenção às tradicionais métricas de exibição.

Da vitrine ao caixa: compreendendo a jornada do consumidor

A visão computacional também permite ampliar a análise para além das mídias publicitárias, acompanhando padrões de movimentação e comportamento dos consumidores nos ambientes comerciais.

Com tecnologias de rastreamento de trajetórias, conhecidas como tracking, é possível analisar como as pessoas se deslocam e interagem com diferentes áreas de um estabelecimento.

Imagine uma loja em um shopping center. Centenas de pessoas passam diante de sua vitrine, mas quantas param para observá-la? Dessas, quantas entram? Quais corredores percorrem? Em quais setores permanecem por mais tempo? Quantas chegam à região dos caixas?

Ao combinar análise de audiência, contagem de pessoas, mapas de calor e tracking, torna-se possível construir uma visão mais abrangente da jornada do consumidor, desde o primeiro contato com a vitrine até as etapas finais da experiência de compra.

Essa análise oferece aplicações práticas para o varejo:

  • Vitrines: avaliar a capacidade de atrair atenção e estimular a en de visitantes.
  • Layout e exposição de produtos: identificar trajetórias, áreas visitadas e regiões com menor circulação.
  • Campanhas promocionais: investigar mudanças na movimenta permanência em determinados setores.
  • Atendimento e operação: compreender a circulação até os cai identificar pontos de concentração.
  • Conversão comercial: relacionar indicadores de visita comportamento aos registros de vendas, quando houver integração com sistemas comerciais.

O tracking pode contribuir para identificar percursos e padrões de deslocamento, enquanto os mapas de calor evidenciam áreas de maior circulação ou permanência.

O acompanhamento contínuo de uma mesma trajetória entre diferentes câmeras depende de cobertura adequada e recursos específicos de associação entre observações. Da mesma forma, a passagem pela região do caixa não comprova, isoladamente, que uma compra foi realizada.

O resultado é uma perspectiva mais abrangente para a gestão do varejo:

compreender não apenas quantas pessoas visitam um estabelecimento, mas como utilizam seus espaços e interagem com os recursos de comunicação e exposição de produtos.

Feiras e eventos: além da contagem de visitantes

Feiras, congressos e eventos corporativos representam outro ambiente no qual essas tecnologias podem oferecer informações relevantes.

Empresas investem na montagem de estandes, painéis digitais, vídeos institucionais e demonstrações de produtos para conquistar a atenção dos visitantes.

Tradicionalmente, os resultados são avaliados pela quantidade de pessoas atendidas, contatos comerciais realizados e oportunidades de negócio identificadas.

Mas existe uma dimensão adicional: como o público interage com os recursos de comunicação e circula pelos espaços disponíveis?

A análise de audiência permite estimar quantas pessoas observaram determinada mídia e por quanto tempo. Já a contagem de fluxo, os mapas de calor e o tracking podem contribuir para compreender a circulação, os percursos e as áreas de maior concentração de visitantes.

Essas informações podem auxiliar expositores, agências e organizadores no planejamento dos espaços, na escolha dos conteúdos e na avaliação dos recursos utilizados durante o evento.

Inteligência de dados com respeito à privacidade

A utilização de inteligência artificial e câmeras em ambientes físicos exige responsabilidade no tratamento das informações.

No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD — Lei nº 13.709/2018) estabelece princípios e obrigações para o tratamento de dados pessoais, incluindo finalidade, necessidade, transparência e segurança.

A solução de Análise de Audiência da 3RCorp tem como objetivo produzir indicadores estatísticos sobre a observação das mídias, e não identificar nominalmente os espectadores.

Os resultados são apresentados de forma consolidada, permitindo estudar padrões de audiência.

Nas aplicações de tracking, é especialmente importante distinguir a análise de trajetórias da identificação pessoal. A associação de percursos e o tratamento de imagens devem ser avaliados conforme as características técnicas e as condições de implantação.

A conformidade com a LGPD depende das operações efetivamente realizadas, das medidas de proteção adotadas e da finalidade do tratamento.

A inovação tecnológica deve caminhar ao lado da transparência, da segurança e do respeito à privacidade.

O futuro da publicidade e do varejo: decisões orientadas por evidências

A evolução da visão computacional está ampliando as possibilidades de compreender o comportamento das pessoas em ambientes físicos.

Na publicidade, permite investigar a atenção visual dedicada às campanhas. No varejo, contribui para analisar a circulação, a permanência e as trajetórias dos consumidores. Em feiras e eventos, acrescenta informações sobre a utilização dos espaços e a interação do público com as mídias.

Para anunciantes e agências, representa uma oportunidade de aperfeiçoar decisões criativas e de planejamento. Para operadores de mídia digital, permite qualificar os relatórios oferecidos aos clientes. Para varejistas, oferece informações adicionais para otimizar a experiência de compra e a gestão dos estabelecimentos.

Nesse cenário, a 3RCorp desenvolve soluções baseadas em visão computacional e redes neurais, incluindo análise de audiência, contagem de pessoas, mapas de calor, análise de filas e aplicações de rastreamento de trajetórias, conforme as necessidades e características de cada projeto.

Mais do que produzir números, essas tecnologias permitem transformar observações em informações estratégicas.

Afinal, compreender o consumidor não significa apenas saber quantas pessoas passaram por determinado lugar, mas entender o que atraiu sua atenção, por onde circularam e como interagiram com o ambiente.

Referências bibliográficas